Falar que o design pode melhorar ou mudar o mundo seria presunção demais, pois suas transformações não ultrapassam algumas barreiras geográficas, culturais e principalmente, sociais. A moda e alguns tipos de Design (como o decorativo de casas) mostra como a Arte é cara e sempre foi, isso exclui alguns indivíduos dessa tal “transformação”.
Esse, inclusive é um dos pontos que o Design demonstra sua relação íntima com a arte, que ele é. A sedução visual é um argumento, que não se limita às produções comerciais, mas também nos campos do teatro, cinema e escultura.
Creio que a parte “comercial” seja a única preocupação diferente da arte contemplativa, mas se pensar por esse lado o Cinema (de hoje) deveria, também se encaixar em uma nova categoria, que não fosse uma das 7 grandes artes, não acha?
Isso não exclui o Design de ser uma profissão, pois existe um grupo de indivíduos que compartilham técnicas e conhecimento sobre tal, assim como o praticam. Realmente, é um dos maiores diferenciais comerciais para qualquer empresa, o que reforça essa profissão como uma atividade econômica.
No geral ele serve exatamente para reorganizar esteticamente algum elemento, ou planejar um novo com uma organização visual e funcional mais adequada a sua utilização. Nesse sentido de “funcionalidade” ele pode tornar para si o caráter de entretenimento. Isso porque na produção do Design de algum item, inclui exatamente a sedução do usuário, mesmo que seja pela forma ou pela sua utilização – produtos infantis tem esse aspecto mais explícito, como os produtos para banho.
Com relação a função a gente pode imaginar dois tipos: a Função atribuída pelo Designer, planejada e que visa estimular o alvo daquele projeto a usá-lo de tal maneira. Entretanto, existe também a função que é atribuída pelo usuário e pode-se tornar algum hábito entre várias pessoas. Isso fortalece a ideia, que o Design até pode ter uma função social, mas não para as massas, assim como a arte sempre foi.







